Prosa curta da Branca – Linha III

Na fronteira entre o vómito e o colapso foi pai o amparo da parede suja de grafites e cartazes de eventos musicais do submundo. De olhos feitos vidro , pupilas alfinete, coração equídeo caminhando para o colapso senti o chamamento das histórias que contam as almas que ficam para sempre na calçada. Eram três.
Uma espezinhei porque me chamou filho da puta , a segunda tenho-a no bolso das calças e fala de um homem que chora com os cães.
A derradeira confessou-me que não era meu momento final a derrocada que sentia o meu corpo se submeter perante a tonelada de opiáceos. Espancou-me com a brisa fria da noite e ordenou-me que a contasse.
Cambaleando voltei a casa e obedeci a sua desejo perante esta caneta insana que persiste em gatafunhar. Junto ao punho a saqueta ainda contêm mais aspirações. Após paragrafar o tiquetaque da lâmina sobre o espelho , o sussurro no túnel feito de uma nota de dez euros.
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