Prosa Curta da branca – Linha 1

Um , dois , o ritmo do metal no metal , grave , siderúrgicas paisagens ocultam o fato-macaco sujo do homem que aspira o saco de cola. As longas pás do parque eólico enchem os ares quentes de agosto com seus zunidos , na berma alguém despejou um escarro que tinha o sangue dos velhos. Junto à cataplasma nasceu a erva daninha, pouco dias depois morreu mesquinha assim como aquele que, do vidro aberto ,expelira a infeta saliva. O homem do saco de cola generosamente ventila os alvéolos de celulosas mazelas. Na proximidade dos seus passos, o hipnótico rodopio. Talvez seja irrelevante para o fim eminente da narrativa ( outra linha espera ) ser o nome do bafejado aquele que deus dera ao traidor. Judas caminhou para a hélice e a pressa do ar  foi rápida no golpe. Dos bolsos caíram vazios tubos de cola.

Mesmo depois de decepados do corpo persistiram ,os olhos, em vasculhar  o céu feito de fumo negro e estio .Os lábios moviam-se por mais uma aspiração . Lentamente o seu movimento parou.

Judas morreu.

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